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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Seguro não tem preço

Carrinho alugado... fui mergulhar e não vi que o farol ficou ligado.

Resultado: sem bateria no extremo da ilha. E meu celular brasileiro não pegava lá. Ainda bem que do lado do estacionamento da praia ficava o Kura Hulanda, o hotel mais chique da ilha e eles me deixaram ligar pro guincho de lá.

Final: 1 hora de espera lendo Agincourt na beira da praia e olhando para o mar azulão... poderia ser pior, hehe.

domingo, 5 de outubro de 2008

La Nuit Blanche (ou A Noite Perdida, em bom português)

Sábado a noite saimos para presenciar um evento que vinha tendo uma propaganda danada aqui em Paris. La Nuit Blanche, em que a idéia é passar uma noite acordado andando pela cidade e vendo obras de artes em lugares inusitados.

Infelizmente, não pesquisamos muito sobre isso e só quando já estávamos no meio da rua, num frio de 12 graus, chuvoso e (eu já disse???) frio, é que descobrimos que as obras de artes eram "instalações de artistas modernos", ou seja, qualquer coisa sem-sentido que um metido a besta diga que é arte.

E então vimos isso:

E isso:

E isso:
Quer dizer, nem vimos porque tinha uma fila enorma para ver... se eu entendi bem o que dizia o cartaz... bonecos de coelhos gigantes cantando uma ópera moderna...

E finalmente, a atração mais falada pela imprensa era isso:
Uma torre iluminada por uns holofotes projetando a imagem da própria torre... Carol até achou que a imagem se movia, mas eu não vi nada.

Quando desistimos de ver o resto das "obras de arte" e resolvemos voltar pra casa... bem, aí começou a epopéia da volta ao lar, quase no estilo de Ulisses e a Odisséia.

Parte I:  quando voltamos o metro estava lotado, absurdamente lotado e só passava de 15 em 15 minutos... sem chance de conseguir entrar na lata de sardinha. Então desistimos e resolvemos voltar a um bar para tomar um chocolate quente (afinal, a noite estava fria). Bem, duas da manhã todas as cafeterias estavam fechando e nós perdemos o último metro da linha 13...

Parte II: aí tivemos de descobrir onde pegar o ônibus noturno, o noctibus ou algo assim. Indo de uma lado para o outro tentando achar de onde saia o ônibus, porque não dava pra entender o mapa e tinha umas cinco paradas diferentes, uma de cada lado da praça. Finalmente, após duas tentativas erradas, nós (e mais umas 50 pessoas) vimos um ônibus da linha 51 passando e saímos correndo todos atrás do buzu para ver onde ele parava.

Antes de sair, eu tinha olhado na internet e sabia que a linha 51 passava perto de casa, então fiquei esperando passar pelo lugar conhecido, mas quando percebemos, já estávamos na Porta de Clichy e saindo de Paris!

Parte III - O Retorno: O motorista largou a gente perto de um viaduto e achamos o ponto pra esperar o 51 voltando. Foi quando descobrimos que se o ônibus estiver lotado ele segue um outro caminho e não passa perto de casa!!! 

Infelizmente faltou a foto dos súburbios de Paris, mas finalmente chegamos em casa as 3 e meia da manhã após um passeio até os confins de Paris...

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Waterloo: Onde Napoleão perdeu a guerra e eu perdi 20 euros

Sou fã de história, principalmente história militar.

Então se tava na Bélgica não tinha como não ir ver o campo de batalha de Waterloo. Queria ver o lugar onde Napoleão perdeu a guerra e acabei perdendo 20 euros :)

Pra começar é ruim de chegar lá sem carro. Tem de pegar trem e depois o ônibus. 8 euros já se foram. O site diz onde pegar o ônibus, mas não diz onde saltar dele... resultado, saltamos 3 pontos depois e tivemos de pegar outro buzu pra voltar até o museu.

Ai você paga 12 euros pra ver todas as atrações. Todas? Todas!!! São muitas... mas melhor era só ter pago por uma mesmo...

1 - O Tour do Campo de Batalha num caminhão 4x4: foi a única parte que se salvou pra mim, e isso porque eu já li um livro sobre a batalha de Waterloo (recomendo - A Batalha: História de Waterloo). Deve ter sido interessante pra mais alguns fanáticos por Napoleão. O resto deve fazer como as crianças tavam fazendo... dormindo. Basicamento você vai de um lado pro outro do campo, com uma narração dizendo o que aconteceu (tudo com uma musiquinha constrangedora que não sei porque eles acham que dá emoção a narração).

2 - O painel com uma pintura da batalha numa sala mofada.


3 - O museu de cera: com umas 15 estátuas de cera e uma sala com uns 3 rifles e 4 espadas. Me pergunto como eles não conseguiram pelo menos umas armas pra mostrar. Um canhão que fosse... (Se quiser ver armas antigas recomento o museu Brennand, em Recife. Muito bom.)


4 - Um mapa que apresenta o desenvolvimento da batalha hora a hora... e que devia ser impressionte uns 15 anos atrás. Eles podiam pelo menos dar um update nas atrações. Com o que tinha de turista eles devem ganhar muito dinheiro.

5 - Um filme sobra a batalha... err... pula essa parte. O diretor desse filme devia ser fuzilado.

6 - E você pode subir no morro pra ver o campo de batalha. Considerando que o morro não estava lá na época da batalha, eu passei essa...

Resumindo... compre o livro e nunca... nunca... vá a Waterloo!!



Você pode perder a guerra... ou pior... sessenta reais.